
Recebi, duplamente, este selo da Ana Melancia e da Raquel http://tretasminhasetuas.blogspot.com).
Sou, assim, duplamente mãe coruja, o que, de acordo com a moral da história, que a Duchess se deu ao trabalho de investigar (e tornar legível em português de Portugal), significa que aos meus olhos, o meu filho é perfeito.
Como se o amor nos deturpasse a visão, mas no bom sentido.
Sim, o amor existe para que a perfeição possa existir.
Sim, para mim, apesar de todas as noites mal dormidas que me deu, de todas as dificuldades que me criou na introdução dos sólidos, com todos os defeitos que um dia virá a ter, o Pedro será perfeito. Porque é meu, porque veio de um amor maior, que me trouxe algo ainda maior, porque não o quero diferente, porque fará, com certeza, o melhor por si e pelos outros, naquilo que esteja ao seu alcance. E é assim que se é perfeito.
O mais curioso é que inconscientemente a história da mãe coruja já morava em mim. Enquanto estive grávida só sonhei com o meu bebé uma vez. No meu sonho, o meu filho era muito feio, feio mesmo e lembro-me de, no sonho, dizer ao Miguel: “Coitadinho, é mesmo feiinho, mas olha as orelhinhas tão perfeitas”. O meu amor, ainda inconsciente, fazia-me relevar a perfeição das orelhinhas.
Por isso, para lá de mãe macaca pelo carnaval (e não só), sou mãe coruja.
Com carinho, atribuo este selo a outras mamãs que não quereriam os seus filhos de forma diferente:
Sara
Princesa
Ana e a vida