segunda-feira, 14 de maio de 2012

Desabafo


Hoje encontrei uma (recém) mamã, com um filho de 7 meses. E a vontade manifestada de ter já outro.

Tal como eu o senti. Entre os 6, 7, 8 meses do Pedro, quando o pequeno já me escapava das mãos, quando os ritmos estavam estabilizados, quando já tinha passado tempo suficiente para não me lembrar das coisas menos boas, apetecia-me ter já outro bebé nos braços. A médica não deixou. Ainda bem!

Quase aos 14 meses do Pedro, não imagino onde arranjaria energia para carregar uma barriga de grávida! A minha energia esgota-se nos seus passos.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Rescaldo de um dia que também é meu

Vai uma grande distância entre tudo aquilo que disse à minha mãe e aquilo que o Pedro, ainda, não me consegue dizer…
A distância é grande nas palavras. No resto não sei. Espero que não. Faço para que não o seja todos os dias.

Para já, gosto de pensar que o meu filho, quando cheira a curva do meu pescoço, como eu o fiz tantas vezes à minha mãe em criança, não encontra cheiro melhor.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

A chave

Procurava uma prenda especial. Encontrei-a.
Nessa busca, veio-me às mãos um porta-chaves com a forma de um coração.
Não o trouxe, mas arrependi-me.
Todas as nossas chaves deviam andar presas a um coração.

Porque a chave está sempre no coração.

...

Porque ainda estamos em Abril, porque uma conversa com uma amiga me fez pensar mais um pouco sobre isto, porque o Pedro, tão pequeno, já trouxe consigo um cravo vermelho naquele dia que deve ser sempre lembrado como o dia em que nos concederam a Liberdade.

Nasci muito depois de 1974. Cresci numa família e num ciclo de amigos em que as divergências políticas se multiplicam e cedo percebi que só nos podemos gabar da diversidade porque antes temos Liberdade.
Não concebo, pois, que se despreze o 25 de Abril. O que ele representa. O que nos trouxe. O que, ainda, nos dá.

É o que quero ensinar ao meu filho. Que tudo o que temos, que tudo o que desejamos tem antes, sempre, Liberdade.

Dois em um

Estes dois selos foram oferecidos pela generosa Princesa do http://tomorrowillbethere.blogspot.pt, o que lhe agradeço com sinceridade, pedindo desculpa pelo atraso na resposta.
As desculpas estendem-se a não cumprir na íntegra os desafios porque, desta vez, não vou nomear os blogs a quem passaria os selos, vou deixá-los aqui para quem os quiser agarrar.

Dado que cada um dos selos nos lançam o desafio de partilhar 5 factos aleatórios acerca da nossa pessoa, aqui vão 10:
1-Durmo de meias mesmo em pleno Verão.
2-Desisti da praxe poucos dias antes de deixar de ser caloira. Nunca me arrependi.
3-Tenho medo de insectos.
4-Já estive lado a lado com o Dalai Lama.
5-Nos restaurantes, na hora de decidir pela sobremesa, pergunto muitas vezes: “mas esta aqui é boa?” (nunca me disseram que era má, mas já me deram a entender para escolher outra).
6-Sou pontualíssima, excepto se estiver com o meu marido.
7-Nunca saio de casa sem relógio e sem brincos.
8-Sou muito organizada.
9-Gosto de arranjar parecenças entre as pessoas.
10-Tenho dons de adivinhação…mesmo!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

E este título?

A pergunta foi-me lançada pela Mum’s the boss e faz todo o sentido explicar.
Quando resolvi ter um blog sabia que não teria um guião, seria mais uma espécie de concentração de algumas coisas que, dispersamente, vou escrevendo, ou no livrinho que destinei ao Pedro desde que me soube grávida, ou em cartas ou postais ou em notas no iphone ou, ainda, coisas que me ocupam a cabeça mas que não passariam a texto se não fosse o blog.
Ou seja, quando o criei, sabia que o blog teria fragmentos da minha vida, da minha vida em geral, de todas as suas diferentes dimensões.
Como sinto que sou como sou, também, pelo que os outros me dão, falar da minha vida é falar de amor. E daí os capítulos do amor. Neste blog estão pedacinhos de mim, do amor que me faz. O título poderia, por isso, ficar-se por algo do género “Os capítulos do amor”, mas quis ir um bocadinho mais longe.
Já o disse, não sou dada a crenças, a esoterismos nem afins, mas fascina-me pensar que tudo tem uma lógica, uma composição. Foram tantas as coincidências felizes da minha vida, que adoro pensar que o livro que vamos escrevendo tem sempre um primeiro capítulo que condiciona os outros.
Esse primeiro capítulo da minha vida, do meu amor, se tivesse que ser ilustrado, teria as linhas de uma Ginkgo Biloba, porque o bonsai gigante desta espécie que tenho em minha casa é símbolo de paz e de longevidade e, como já escrevi no meu post de 23 de Janeiro de 2012, foi disso que pedi que fosse feita a minha vida, o meu amor.
Depois, esta minha Ginkgo Biloba tem mais anos nas raízes do que eu, chegou à nossa casa antes de nós, antes de qualquer móvel ou adorno. Esta árvore foi moldada em bonsai, seguramente, mais de 10 anos antes de eu ter nascido, antecede-me e isso tem para mim um fascínio enorme. Porque o meu amor também me antecede, está nos meus pais, nos meus avós, no que todos me foram deixando e ainda deixam.
Por isso, a Ginkgo Biloba é o símbolo perfeito do capítulo 1 da minha história.