A pergunta foi-me lançada pela Mum’s the boss e faz todo o sentido explicar.
Quando resolvi ter um blog sabia que não teria um guião, seria mais uma espécie de concentração de algumas coisas que, dispersamente, vou escrevendo, ou no livrinho que destinei ao Pedro desde que me soube grávida, ou em cartas ou postais ou em notas no iphone ou, ainda, coisas que me ocupam a cabeça mas que não passariam a texto se não fosse o blog.
Ou seja, quando o criei, sabia que o blog teria fragmentos da minha vida, da minha vida em geral, de todas as suas diferentes dimensões.
Como sinto que sou como sou, também, pelo que os outros me dão, falar da minha vida é falar de amor. E daí os capítulos do amor. Neste blog estão pedacinhos de mim,
do amor que me faz. O título poderia, por isso, ficar-se por algo do género “Os capítulos do amor”, mas quis ir um bocadinho mais longe.
Já o disse, não sou dada a crenças, a esoterismos nem afins, mas fascina-me pensar que tudo tem uma lógica, uma composição. Foram tantas as coincidências felizes da minha vida, que adoro pensar que o livro que vamos escrevendo tem sempre um primeiro capítulo que condiciona os outros.
Esse primeiro capítulo da minha vida, do meu amor, se tivesse que ser ilustrado, teria as linhas de uma Ginkgo Biloba, porque o bonsai gigante desta espécie que tenho em minha casa é símbolo de paz e de longevidade e, como já escrevi no meu post de 23 de Janeiro de 2012, foi disso que pedi que fosse feita a minha vida, o meu amor.
Depois, esta minha Ginkgo Biloba tem mais anos nas raízes do que eu, chegou à nossa casa antes de nós, antes de qualquer móvel ou adorno. Esta árvore foi moldada em bonsai, seguramente, mais de 10 anos antes de eu ter nascido, antecede-me e isso tem para mim um fascínio enorme. Porque
o meu amor também me antecede, está nos meus pais, nos meus avós, no que todos me foram deixando e ainda deixam.
Por isso, a Ginkgo Biloba é o símbolo perfeito do capítulo 1 da minha história.