quinta-feira, 24 de maio de 2012

Só para dizer que o post anterior poderia ter como título:
Quando for grande quero ser...uma vencedora do euromilhões!

Quando for grande quero ser... outra coisa qualquer

Hoje precisava de mudar de profissão.
Estou exausta pela responsabilidade, pelo peso do erro de falhar, pelas voltas e voltas da minha consciência.
Hoje precisava de chorar, só um bocadinho.
Mas não me deixam.
E pior, ninguém me entende.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Eu, a espécie rara.


Pensei muito antes de publicar este post, porque é algo de muito pessoal e porque a minha perspectiva e experiência sobre a questão são muito diferentes de tudo o que tenho visto escrito ou dito. Acho, até, que o que escrevo é, mesmo, politicamente incorrecto, porque não se esperam palavras destas vindas de uma mãe… ou direi mulher ou direi as duas coisas?

Li no blog da Ana Melancia um post que se iniciava com uma frase do Eduardo Sá:
“É fundamental que a relação amorosa dos pais esteja em primeiro lugar, antes da relação dos pais com as crianças”.

Comentei o post, dizendo que discordava, porque o que penso é que cada uma das relações devem andar lado a lado, devem pesar-se uma e outra de forma equitativa e não dar mais importância a qualquer uma delas.
Entendo, tal como a Ana respondeu ao meu comentário, que o que o Eduardo Sá pretendia era alertar para o facto de, recorrentemente, se descurar a relação do casal pelo embriagamento de sentimentos que um filho nos traz, mas, mesmo assim, acho que a frase merecia uma reformulação.
Certo é que o aviso faz sentido porque já pude constatar, tantas vezes, neste universo enorme de mães e pais que conheço, que na generalidade das vezes a relação do casal sai desfalcada perante a relação com os filhos.

Mas é aqui que entra a espécie rara: eu!

De todas as vezes que o assunto foi abordado, sempre senti que o primeiro lugar do pódio ia para a relação com os filhos, mas que disso se queixavam os pais (diga-se, os homens) e não as mães. Ou seja, que o amor imensurável de uma mãe pelo filho abafava aos poucos a relação do casal.
No meu caso foi ao contrário.
Quem se sentiu incompreendida por uma ausência que não esperava, quem se queixou desta sensação de afastamento, quem não aceitou passivamente o desequilíbrio das relações fui eu.
Por vezes, equacionei, até, se o meu amor pelo meu filho, que me parecia tão genuíno, tão das entranhas, não o seria afinal, por não me satisfazer na plenitude, por ainda assim ter saudades de um tempo em que eramos dois.
E foi esta espécie rara que insistiu para marcar um jantar a dois, um ou dois meses após o nascimento do Pedro, que insistiu para que o Pedro ficasse uma noite com os avós, que se deu conta que 10 meses depois ainda nem tínhamos ido ao cinema…
Aos 14 meses do Pedro, sinto mudanças, mas este sentimento de espécie rara está-me agarrado. Porque nunca ouvi nenhuma mulher queixar-se disto, nunca vi nenhuma mulher lutar tanto para que as relações se equilibrassem.

É, posso ser espécie rara, mas, para lá de transparente, a minha persistência tem vindo a dar frutos. E é o que importa.  

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Não dá para esconder que temos um filho pequeno...#9

Quando entro numa sapataria e as minhas atenções não vão para os tacões altos mas para as sabrinas.

Desabafo


Hoje encontrei uma (recém) mamã, com um filho de 7 meses. E a vontade manifestada de ter já outro.

Tal como eu o senti. Entre os 6, 7, 8 meses do Pedro, quando o pequeno já me escapava das mãos, quando os ritmos estavam estabilizados, quando já tinha passado tempo suficiente para não me lembrar das coisas menos boas, apetecia-me ter já outro bebé nos braços. A médica não deixou. Ainda bem!

Quase aos 14 meses do Pedro, não imagino onde arranjaria energia para carregar uma barriga de grávida! A minha energia esgota-se nos seus passos.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Rescaldo de um dia que também é meu

Vai uma grande distância entre tudo aquilo que disse à minha mãe e aquilo que o Pedro, ainda, não me consegue dizer…
A distância é grande nas palavras. No resto não sei. Espero que não. Faço para que não o seja todos os dias.

Para já, gosto de pensar que o meu filho, quando cheira a curva do meu pescoço, como eu o fiz tantas vezes à minha mãe em criança, não encontra cheiro melhor.