sexta-feira, 6 de julho de 2012

Entretanto

Gosto do optimismo que se encontra neste advérbio. Gosto TANTO.

Não dá para esconder que temos um filho pequeno...#13

Quando vamos jantar a uma feira de artesanato e não nos sentamos e percorremos o recinto todo sem ver nada de nada (valha-nos os músculos ainda não treinados para o peso do pequeno de amigos que dele se ocupam enquanto se come um jesuíta).

quarta-feira, 4 de julho de 2012

O dia de hoje (post alterado)

Hoje o dia não é memorável por qualquer independência de um país.

Hoje o meu avô materno faria 89 anos. São 16 aniversários que ficaram por festejar. Abraços por dar, prendas por abrir.
Lembrei-me de um pólo verde que escolhera juntamente com a minha mãe para lhe oferecer no último dia do pai que festejamos juntos, em 97. A Primavera desse ano deve ter sido fria, porque o meu avô não o conseguiu estrear até aquele dia 20 de Maio. E a 4 de Julho já cá não estava. E ninguém o quis vestir pela primeira vez.
Lembro-me tão bem desse 4 de Julho de 97, onde depois de tanto ter chorado em privado ou junto a quem mais amo, tive um ataque de choro em público, compulsivo, que me levou o ar e as palavras, que me pareceu ser eterno.

Hoje foi o dia que "escolhera" para conhecer a minha sobrinha. O meu palpite falhou (até agora mas nunca se sabe...). É o dia do meu avô Fernando, seria o dia da minha pequena Margarida, brindando os pais no seu aniversário de casamento. E é quarta-feira, o dia da semana em que o Pedro nasceu.

Hoje será dado, com muita probabilidade, um ultimato à minha mãe para deixar de fumar. Tal como sucedeu com o meu avô, que o cumpriu escrupulosamente. Que neste dia a minha mãe se lembre do pai, pela falta que lhe faz, mas também pela sua determinação.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

O sétimo sentido

O meu sexto sentido sempre se mostrou apurado.

Depois de ter sido mãe, ganhei um sétimo sentido. É parecido com o sexto, mas dirige-se apenas ao Pedro. Faz com que esteja em alerta constante, apesar da minha aparente e, ao mesmo tempo, real tranquilidade. Faz-me questionar tudo sem que a dúvida me deixe indecisa ou preocupada. Faz-me equacionar todos os cenários sem que pareça um tolo em cima da ponte. Faz-me antecipar respostas sem que a pressa atrapalhe diagnósticos.
Sempre foi assim, desde os primeiros dias do Pedro. Hoje, mais uma vez, o meu sétimo sentido funcionou. No regresso de uma consulta do pediatra ficou uma dúvida, porque preferi questionar o que, provavelmente, poucos questionariam. E se isso me trouxe angústia? Não, fez-me reagir. Mais uma vez.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Um dia melhor do que o outro

Tenho tido dias infernais.
Ontem o dia começou mal e acabou pior (para todos nós penso eu...)
Hoje a vida compensou-me.
Ganhei uma causa. Mais do que isso, um pai "ganhou" uma filha. Como sempre deveria ter sido...

quinta-feira, 21 de junho de 2012

...

Esta semana iniciou-se com a notícia da morte de uma colega de profissão. 41 anos. Pais e marido inconsoláveis. Há uns 2 anos teve uma gravidez que chegou ao fim, mas nunca teve o seu bebé com vida nos braços.
E entre tantas conversas sobre a injustiça da vida, do que não se espera, do incompreensível, ouvi “ainda bem que o bebé não nasceu, que dor ficar sem mãe tão pequeno, como seria difícil para aquele marido (pai) criar o filho”.
E disse eu, de rajada, “ainda mal”. Logo me vindo à memória um período difícil que vivi pouco depois de ter casado.

Sou filha única. Coube-me a mim receber sozinha o amor imenso dos meus pais, as suas expectativas, os seus planos.
Saí pela primeira vez de casa dos meus pais quando casei. Os preparativos do casamento, a felicidade pós lua-de-mel, a vida nova, tão nossa encheram-me a alma durante algum tempo.
E depois veio uma tristeza. Não por ter saudades de viver com os meus pais. Não por não ser feliz com o Miguel. Aliás, ao contrário do que muitos esperavam por ser filha única e muito ligada aos meus pais, adaptei-me muito bem à minha independência e à nossa vida a dois.
Veio uma tristeza diferente.
Não sei como isto se diz de outra forma, mas a tristeza de morrer e de fazer falta aos meus pais. Não tanto ao Miguel, não tanto à minha família alargada, não tanto aos meus amigos. Porque para todos eles existiria sempre algo ainda, existiria futuro, vida pela frente, mais amor, mais amizade.

E o que restaria aos meus pais?
O que resta a qualquer pai, em que vê no seu filho uma extensão do que é, quando este lhe falta? Nada. Não resta nada.
E pensava muito nisso por não ter, ao tempo, ainda, descendência. De mim, ao tempo, se algo me acontecesse, só ficariam memórias.

Hoje vivo mais serena relativamente a esse receio, porque hoje existe o Pedro. E nele estou eu também.

Não dá para esconder que temos um filho pequeno...#12

Quando a nossa cadela, numa semana, já engoliu um peixinho de borracha e um caranguejo com íman (curiosa é a preferência por animais marinhos...)