Nunca escondi como me sinto grata pelos amigos que tenho.
Amigos mesmo. Amigos que se dedicam, que se dão ao trabalho, que abraçam, de
todas essas formas possíveis de abraços, seja o gesto, seja um chocolate, seja
um telefonema, seja uma ida ao teatro numa Vito (eu sei que isto vai parecer
incompreensível para a generalidade das pessoas...).
Ontem, enquanto falava com a sogra de uma amiga e mãe de um
amigo, percebi que os outros também se apercebem da excepcionalidade desta
relação.
Porque é uma relação que nos prende para nos dar liberdade.
Ninguém questiona um jantar de mulheres, ninguém questiona um jantar de homens.
Porque, na diversidade, somos próximos na forma como somos
pais e mães dos nosso filhos. Ninguém sobrecarrega o outro. Somos pais, somos
mães, somos pais (pai e mãe) em igual medida.
Porque aprendemos a manifestar o que sentimos. E com isso
fazemo-nos mais verdadeiros e serenos.
Porque enchemos os fins-de-semana. E com isso ensinamo-nos
que os amigos querem-se assim, juntos. E com isso ensinamos aos nossos filhos o
melhor que temos: o amor.
E esta
conversa permitiu-me ver ainda mais longe. Diz quem vê esta relação de fora que,
por sermos assim, somos até melhores como casal. Eu acredito.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Não dá para esconder que temos um filho pequeno...#21
Quando passamos a ouvir várias vezes "amanhã?" sempre que negamos qualquer coisa ao pequeno.
Quando continuamos a ouvir "amanhã?" depois de o pequeno nos recusar um pedido.
Ou seja, o meu filho tem grandes níveis de esperança, porque se hoje não pode, acredita que amanhã será diferente, e é um diplomata, porque se agora não quer, não nos fecha a porta para amanhã.
Quando continuamos a ouvir "amanhã?" depois de o pequeno nos recusar um pedido.
Ou seja, o meu filho tem grandes níveis de esperança, porque se hoje não pode, acredita que amanhã será diferente, e é um diplomata, porque se agora não quer, não nos fecha a porta para amanhã.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Ainda a propósito da felicidade
A minha profissão faz-me ver que mesmo ao lado da porta há
gente que vive numa realidade absolutamente diferente da minha. Gosto tanto
disso, do facto de a minha profissão me fazer consciente de como somos tão
diferentes, com vivências tão opostas…
No outro dia um cliente contava-me, com brilho nos olhos e com um entusiamo próprio de uma criança, como foi ter ido, agora, a primeira vez a uma feira de cavalos. No regresso a casa comeu leitão. Pela primeira vez. Como era deliciosa a forma como descrevia como lhe tinha sabido bem o leitão, “quentinho” e com “a pele a estalar”. Como se mostrava feliz, tão feliz. Sorri e o comentário inevitável: “então nunca tinha comido leitão…”. Ao que a mulher, a seu lado, espectadora de tudo o que o marido havia experimentado, espectadora dessa felicidade, porque não fora na viagem, me disse: “Eu nunca comi, Sra. Dra., e tenho 65 anos.”
No outro dia um cliente contava-me, com brilho nos olhos e com um entusiamo próprio de uma criança, como foi ter ido, agora, a primeira vez a uma feira de cavalos. No regresso a casa comeu leitão. Pela primeira vez. Como era deliciosa a forma como descrevia como lhe tinha sabido bem o leitão, “quentinho” e com “a pele a estalar”. Como se mostrava feliz, tão feliz. Sorri e o comentário inevitável: “então nunca tinha comido leitão…”. Ao que a mulher, a seu lado, espectadora de tudo o que o marido havia experimentado, espectadora dessa felicidade, porque não fora na viagem, me disse: “Eu nunca comi, Sra. Dra., e tenho 65 anos.”
E eu, com 31 anos, também nunca comi o bolo de sardinha que
a Senhora faz. Nem em tal iguaria alguma vez tinha ouvido falar…
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
No caminho da felicidade.
Sábado fui ao workshop da Mum’s the boss “A arte e a ciência de educar crianças felizes” e adorei. Eu sabia que estava no caminho certo para ser mãe de uma criança feliz, mas o workshop fez-me consolidar ideias e acelerar o passo.
Deixo aqui três das coisas que aprendi e que já comecei a pôr em prática.
-consequência em vez de castigo
O Pedro passou a fase de arremessar objectos para a fase de
os pontapear. Pergunto-me onde vai buscar essas ideias agressivas. Ah, pois, o
menino ainda não tem o cérebro completamente formado (private joke para quem
esteve no workshop). Assim, no Domingo, quando começou a pontapear o móvel da sala enquanto brincava com os carrinhos, expliquei-lhe que isso não se fazia, que com isso estragava o móvel e as sapatilhas e que como ainda não sabia brincar junto ao móvel, teríamos que sair dali. Mudei de divisão, o Pedro chorava, eu voltava a explicar e ele entendia bem, porque quando me dizia que queria ir para a sala e eu dizia “não”, ele terminava com a palavra que usa para dizer “pontapé”. Tentei várias vezes, acreditando que aquele “pontapé” era a promessa de que não o faria. Mas fez, até que parou. Mas eu sei que vai continuar. De todo o modo, acho que a consequência em vez do castigo é mais justa, com mais significado e um óptimo contributo para uma criança feliz (ainda que não pareça no momento em que a usamos).
-o toque no momento da ordem
Sinto muitas vezes que falo para o boneco e agora que são
tantos lá em casa a coisa complica.Experimentei uma só vez no Domingo e fez toda a diferença!
-uma actividade a cada dia, porque o que os pequenos
precisam é de brincar!
Escolhi 7 actividades, excluindo carros e livros porque isso
já faz parte do dia a dia do pequeno sem falhas, uma para cada dia da semana,
por esta ordem: plasticina, bolas de sabão, construções, pintura, dança/música,
máscaras/fantasias e a surpresa (um livro novo, um brinquedo novo, uma
brincadeira nova…). Começaremos hoje e acho que vai ser uma animação, criamos uma
rotina para o Pedro, o que lhe é favorável, segundo os entendidos, e óptimo para
nós, porque temos um guião a seguir.Deixo aqui o quadro que preparei para o efeito, com cores para cada dia da semana, estando à procura de autocolantes representativos de cada actividade para colar no dia respectivo.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Análise sociológica. Do jantar da primária
O primeiro jantar da primária foi há cerca de 1 ano. 14
colegas. Como foi bom reencontrarmo-nos. Ver como alguns estavam iguaizinhos,
outros uma verdadeira revelação. Conversa fácil, apesar da distância de 20 anos…
Dos 14 todos tinham emprego. Nenhum desempregado, o que motivou comentários, porque há um ano a crise já era capa (mais do que instalada) de todos os jornais.
Dos 14 todos tinham emprego. Nenhum desempregado, o que motivou comentários, porque há um ano a crise já era capa (mais do que instalada) de todos os jornais.
Agora, 1 ano depois, no terceiro jantar da primária, dos 10
resistentes, nenhum desempregado, mas 3 falam de emigração. Um já tem
a viagem marcada para Março. Outro pensa seriamente no assunto e já tem
contactos. O outro pensa nisso apenas.
1 ano depois 1/3 de nós tem o coração aqui e a cabeça no
estrangeiro. E isto não faz capas de jornais? segunda-feira, 19 de novembro de 2012
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