sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Que 2013 faça a sua parte

Não tenho especial apreço por passagens de ano. Tanto me dá uma festa mais caseira ou um baile com glamour, uma festa sobrelotada ou um brinde mais privado.

Mas este ano senti a passagem de ano de outro modo. Não que me preocupasse a roupa, a música, a comida ou a marca de champanhe. Mas desejava que tivesse significado. Porque 2012, depois de se ter seguido ao ano das nossas vidas, me tinha dado tanto e agora ficava selado nos desejos que projectamos para 2013. 2012 não acabou às 0:00 horas de 31. 2012, no que me trouxe, nas minhas conquistas, nas minhas decisões, nos meus sonhos, nas minhas frustrações e nos meus erros está em 2013.
E, por isso, enchi balões coloridos para oferecer a quem tem desejos que tocam os meus, para juntos serem lançados com cada um dos nossos pedidos.



Não pedi nada de extraordinário, no sentido de que é concebível, possível e que depende de mim, de nós. Ao mesmo tempo pedi o que de mais extraordinário existe, no sentido de que fará toda a diferença, marcará 2013 e os anos que se seguem. Como já disse, os desejos que chegam ao céu têm que ser concedidos.

Eu vou fazer por isso. A cada dia. Que 2013 faça a sua parte. 
A quem me lê que 2013 prove que o que desejam é possível. À minha mana do coração que 2013 nos aproxime ainda mais.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

O nosso Natal

Se tivesse que escolher uma palavra para descrever este nosso Natal, escolheria “UAU”. Naquele exacto momento em que a árvore saiu da caixa e começou a ganhar forma, o meu filho saiu-se com um “UAU”, nesse tom mais genuíno e inesperado. E eu, sim eu, novamente em espanto.

Se tivesse que escolher um objecto para adornar este nosso Natal, escolheria os corações dos desejos. Com tanto que dizem de nós, das nossas expectativas, das nossas promessas, do nosso futuro.

Se tivesse que escolher uma cidade para viver este nosso Natal, escolheria o Porto. Nunca fui tantas vezes à baixa do Porto como este ano. Ver a árvore, ver a “corrida do papá”, balançar-me nos baloiços do abraço e da família, tirar fotografias de tripé. E vendo as fotos, comover-me com a escolha do baloiço da família para a fotografia com amigos, sem ninguém questionar a escolha.  
Se tivesse que escolher um sabor para adoçar este nosso Natal escolheria o chocolate. A estratégia do chocolate, a diplomacia do chocolate, o só porque sim do chocolate…

Se tivesse que escolher a contradição para baralhar este nosso Natal, escolheria a praia. A fotografia do Pedro e do Diogo na praia no Verão colocada pela primeira vez no quarto do pequeno. O pedido do Pedro ao vê-la. O cumprir o desejo. Inverno, o Pedro e os amigos na areia. Os gorros e as mãos na areia. Os casacos de pipinhos e os pés na areia.

Se tivesse que escolher um achado para marcar este nosso Natal, escolheria as andorinhas, porque elas são a família e os amigos e porque elas me concederam o principal pedido que fiz este ano num momento muito difícil. Tenho agora uma andorinha para o pescoço, uma para o peito, uma junto da cama do Pedro.  

Se tivesse que escolher uma cor para pintar este nosso Natal, escolheria 4. As 4 cores com que o Pedro pintou as suas 3 primeiras telas. Com luas vermelhas, luas amarelas, triângulos verdes e triângulos azuis.
Se tivesse que escolher um presente para presentear este Natal, escolheria a carta que o João Cutileiro escreveu ao Pedro. Porque é uma prenda de valor incalculável para o meu filho, mas é uma prenda para mim e para o Miguel. Por aquilo que fizemos de melhor na vida ter chegado aos traços de alguém tão sensível e agora às suas palavras.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A primeira carta do Pedro

O Pedro recebeu a sua primeira carta. Enviada num envelope a si dirigido, mas com “Cc” da sua mãe. De uma pessoa rara, rara mesmo, que nem sequer o conhece em carne e osso.

É um agradecimento. Uma pessoa que nos marcou, ainda era “embrionário” o nosso amor, agradecia ao meu pequeno por me ter dado, a mim, uma das mais lindas gravidezes que ao autor da carta foi dada a conhecer.
Ninguém imagina como me comoveu esta carta.
Ninguém imagina as saudades que esta carta me trouxe.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Da excepcionalidade desta relação

Nunca escondi como me sinto grata pelos amigos que tenho. Amigos mesmo. Amigos que se dedicam, que se dão ao trabalho, que abraçam, de todas essas formas possíveis de abraços, seja o gesto, seja um chocolate, seja um telefonema, seja uma ida ao teatro numa Vito (eu sei que isto vai parecer incompreensível para a generalidade das pessoas...).

Ontem, enquanto falava com a sogra de uma amiga e mãe de um amigo, percebi que os outros também se apercebem da excepcionalidade desta relação.
Porque é uma relação que nos prende para nos dar liberdade. Ninguém questiona um jantar de mulheres, ninguém questiona um jantar de homens.
Porque, na diversidade, somos próximos na forma como somos pais e mães dos nosso filhos. Ninguém sobrecarrega o outro. Somos pais, somos mães, somos pais (pai e mãe) em igual medida.
Porque aprendemos a manifestar o que sentimos. E com isso fazemo-nos mais verdadeiros e serenos.
Porque enchemos os fins-de-semana. E com isso ensinamo-nos que os amigos querem-se assim, juntos. E com isso ensinamos aos nossos filhos o melhor que temos: o amor.  

E esta conversa permitiu-me ver ainda mais longe. Diz quem vê esta relação de fora que, por sermos assim, somos até melhores como casal. Eu acredito.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Não dá para esconder que temos um filho pequeno...#21

Quando passamos a ouvir várias vezes "amanhã?" sempre que negamos qualquer coisa ao pequeno.
Quando continuamos a ouvir "amanhã?" depois de o pequeno nos recusar um pedido.

Ou seja, o meu filho tem grandes níveis de esperança, porque se hoje não pode, acredita que amanhã será diferente, e é um diplomata, porque se agora não quer, não nos fecha a porta para amanhã.