terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Não consigo cumprir a minha resolução de ano novo

Pedi num balão que lancei às 0h00m do dia 01/01/2013 para que me centrasse mais no que é importante. Falhei. Tenho falhado desde há uns dias. Não consigo sequer escrever sobre tantas coisas boas que entretanto me aconteceram porque sinto sempre o amargo do peso que trago comigo. E não quero misturar sabores.
Quando isto me passar volto.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

10 + 10

Magda desafiou-me e eu aceitei. Neste blog falo de mim. Em 20 linhas, falo de mim.

10 COISAS DE QUE GOSTO MUITO:
 
1-     Da forma como o meu filho se enrosca em mim.  
2-     Da confiança no amor do meu marido.
3-     Da afinidade, “da história repetida”, das coincidências de vida, de gostos, de formas de estar relativamente à minha mãe.
4-     Do que aprendo com o meu pai.
5-     Da forma única como mantenho amigas/irmãs.
6-     De fotografias e de objectos com história.
7-     De receber, ler e reler cartas.
8-     De receber bem em nossa casa.
9-     Dos segundos sentidos das coisas.
10-  De chocolate.

10 COISAS DE QUE NÃO GOSTO NADA:
 
1-Dos atrasos dos outros.
2-De chegar sempre atrasada por causa do meu marido.
3-Da falta de consideração.
4-De apanhar escaldões.
5-Da falta de tempo.
6-De deslealdade.
7-De não cumprir com o prometido.
8-De fazer exercício.
9-De não saber das chaves, dos óculos, do porta-moedas ou outro objecto muito necessário no momento.
10-De cerveja.

Segue o desafio para a Princesa.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O avô das estrelas

Já escrevi sobre o meu avô materno e falo nele muitas vezes. Tantas.
O tempo permitiu que deixasse de soluçar ou chorar quando penso no meu avô. Por vezes só a voz fica trémula ou os olhos turvos. Porque lhe sinto falta. Sinto-lhe falta  do cheiro, da voz, da gargalhada. As fotografias não me trazem o quente da pele nem o cheiro dos frasquinhos que usava para corrigir as actas, nesse tempo em que ainda não havia corrector. E só tenho um filme do meu avô, que não me basta.
Ao Pedro falo-lhe deste nosso avô. Porque é assim que se ensina o amor.

Mas não sabia como lhe falar que este avô morreu. É difícil explicar a um filho que nem 2 anos tem que alguém que já não vive continua a fazer parte da nossa vida. Mas é assim que se ensina o amor.
Escolhi as estrelas. Esse sítio longínquo que o Pedro adora. Esse sítio de brilho. Esse sítio que nos chega a cada noite. Sim, pareceu-me bem: o avô Fernando está nas estrelas.

Sei que ensino bem o amor. O Pedro, sem ninguém lhe introduzir a conversa, disse-me há dias: "o avô Nando está nas estelas. Tem queixo igual." É uma repetição do que ouve, é certo, mas lembrou-se do avô.
Lembrou-se do avô ou porque se espantou com o brilho de uma estrela ou porque fixou o olhar no meu queixo, esse queixo que herdei do meu avô e que leguei ao meu filho.
E, assim, também eu aprendo o amor.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Não dá para esconder que temos um filho pequeno...#22

Quando estamos ansiosos por mostrar o tigre bebé ao nosso (bebé).
Quando preparamos a máquina fotográfica para registar o momento.
Quando depositamos imensas expectativas naquele encontro.
...
 E o pequeno olha 1 segundo e diz "um gato", virando, de imediato, as costas.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Aos 32


Aos 32 voltei à (minha) casa dos meus pais. Voltei à cozinha onde fiz um bolo pela primeira vez para fazer o que agora receberia as 3 andorinhas* que simbolizam a minha/nossa vida. Voltei às horas tardias de conversa, enquanto eu fazia doces, o meu pai tratava dos salgados e a minha mãe do mimo (a toda a hora). Lá em cima o Miguel e o Pedro deixavam-se adormecer. Quando subi já nenhum dos meus amores me sentiu, mas de manhã, quando o dia acordou de Inverno como eu gosto, frio e solarengo, não deixei de lhes dizer que adormeceram comigo também: afinal aquela é a minha casa, sou eu também.
Aos 32 dormi pela primeira vez com o Miguel e o Pedro na (minha) casa dos meus pais. As nossas casas estão a 1 minuto de distância a pé. A nossa casa não estava em obras, não tinha sofrido uma inundação. Aos 32 voltei à (minha) casa dos meus pais porque o meu pai me pediu. E os dias que me fizeram chegar aos 32 ensinaram-me que não recusamos pedidos simples de quem nos ama.

Aos 32 saí de manhã para comprar uma prenda para o meu filho. Porque a sua pouca idade não lhe permite, ainda, perceber que o nosso maior presente não vem envolto em papel de embrulho.

Aos 32 não pedi um desejo. Não me lembrei no momento. Depois percebi.
Tenho tudo.

*São 3 as andorinhas. Eu/o Miguel/o Pedro. Eu/a minha mãe/o meu pai. Eu/a minha família/os meus amigos.