Pedi num balão que lancei às 0h00m do dia 01/01/2013 para que me centrasse mais no que é importante. Falhei. Tenho falhado desde há uns dias. Não consigo sequer escrever sobre tantas coisas boas que entretanto me aconteceram porque sinto sempre o amargo do peso que trago comigo. E não quero misturar sabores.
Quando isto me passar volto.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
10 + 10
A Magda desafiou-me e eu aceitei. Neste blog falo de mim. Em 20 linhas, falo
de mim.
10 COISAS DE QUE GOSTO MUITO:
1- Da forma como o meu filho se enrosca em mim.
2- Da confiança no amor do meu marido.
3- Da afinidade, “da história repetida”, das coincidências de vida, de gostos, de formas de estar relativamente à minha mãe.
4- Do que aprendo com o meu pai.
5- Da forma única como mantenho amigas/irmãs.
6- De fotografias e de objectos com história.
7- De receber, ler e reler cartas.
8- De receber bem em nossa casa.
9- Dos segundos sentidos das coisas.
10- De chocolate.
10 COISAS DE QUE NÃO GOSTO NADA:
1-Dos atrasos dos outros.
2-De chegar sempre atrasada por causa do meu marido.
3-Da falta de consideração.
4-De apanhar escaldões.
5-Da falta de tempo.
6-De deslealdade.
7-De não cumprir com o prometido.
8-De fazer exercício.
9-De não saber das chaves, dos óculos, do porta-moedas ou outro objecto muito necessário no momento.
10-De cerveja.
Segue o desafio para a Princesa.
10 COISAS DE QUE GOSTO MUITO:
1- Da forma como o meu filho se enrosca em mim.
2- Da confiança no amor do meu marido.
3- Da afinidade, “da história repetida”, das coincidências de vida, de gostos, de formas de estar relativamente à minha mãe.
4- Do que aprendo com o meu pai.
5- Da forma única como mantenho amigas/irmãs.
6- De fotografias e de objectos com história.
7- De receber, ler e reler cartas.
8- De receber bem em nossa casa.
9- Dos segundos sentidos das coisas.
10- De chocolate.
10 COISAS DE QUE NÃO GOSTO NADA:
1-Dos atrasos dos outros.
2-De chegar sempre atrasada por causa do meu marido.
3-Da falta de consideração.
4-De apanhar escaldões.
5-Da falta de tempo.
6-De deslealdade.
7-De não cumprir com o prometido.
8-De fazer exercício.
9-De não saber das chaves, dos óculos, do porta-moedas ou outro objecto muito necessário no momento.
10-De cerveja.
Segue o desafio para a Princesa.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
O avô das estrelas
Já escrevi sobre o meu avô materno e falo nele muitas vezes. Tantas.
O tempo permitiu que deixasse de soluçar ou chorar quando penso no meu avô. Por vezes só a voz fica trémula ou os olhos turvos. Porque lhe sinto falta. Sinto-lhe falta do cheiro, da voz, da gargalhada. As fotografias não me trazem o quente da pele nem o cheiro dos frasquinhos que usava para corrigir as actas, nesse tempo em que ainda não havia corrector. E só tenho um filme do meu avô, que não me basta.
Ao Pedro falo-lhe deste nosso avô. Porque é assim que se ensina o amor.
Mas não sabia como lhe falar que este avô morreu. É difícil explicar a um filho que nem 2 anos tem que alguém que já não vive continua a fazer parte da nossa vida. Mas é assim que se ensina o amor.
Escolhi as estrelas. Esse sítio longínquo que o Pedro adora. Esse sítio de brilho. Esse sítio que nos chega a cada noite. Sim, pareceu-me bem: o avô Fernando está nas estrelas.
Sei que ensino bem o amor. O Pedro, sem ninguém lhe introduzir a conversa, disse-me há dias: "o avô Nando está nas estelas. Tem queixo igual." É uma repetição do que ouve, é certo, mas lembrou-se do avô.
Lembrou-se do avô ou porque se espantou com o brilho de uma estrela ou porque fixou o olhar no meu queixo, esse queixo que herdei do meu avô e que leguei ao meu filho.
E, assim, também eu aprendo o amor.
O tempo permitiu que deixasse de soluçar ou chorar quando penso no meu avô. Por vezes só a voz fica trémula ou os olhos turvos. Porque lhe sinto falta. Sinto-lhe falta do cheiro, da voz, da gargalhada. As fotografias não me trazem o quente da pele nem o cheiro dos frasquinhos que usava para corrigir as actas, nesse tempo em que ainda não havia corrector. E só tenho um filme do meu avô, que não me basta.
Ao Pedro falo-lhe deste nosso avô. Porque é assim que se ensina o amor.
Mas não sabia como lhe falar que este avô morreu. É difícil explicar a um filho que nem 2 anos tem que alguém que já não vive continua a fazer parte da nossa vida. Mas é assim que se ensina o amor.
Escolhi as estrelas. Esse sítio longínquo que o Pedro adora. Esse sítio de brilho. Esse sítio que nos chega a cada noite. Sim, pareceu-me bem: o avô Fernando está nas estrelas.
Sei que ensino bem o amor. O Pedro, sem ninguém lhe introduzir a conversa, disse-me há dias: "o avô Nando está nas estelas. Tem queixo igual." É uma repetição do que ouve, é certo, mas lembrou-se do avô.
Lembrou-se do avô ou porque se espantou com o brilho de uma estrela ou porque fixou o olhar no meu queixo, esse queixo que herdei do meu avô e que leguei ao meu filho.
E, assim, também eu aprendo o amor.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Não dá para esconder que temos um filho pequeno...#22
Quando estamos ansiosos por mostrar o tigre bebé ao nosso (bebé).
Quando preparamos a máquina fotográfica para registar o momento.
Quando depositamos imensas expectativas naquele encontro.
...
E o pequeno olha 1 segundo e diz "um gato", virando, de imediato, as costas.
Quando preparamos a máquina fotográfica para registar o momento.
Quando depositamos imensas expectativas naquele encontro.
...
E o pequeno olha 1 segundo e diz "um gato", virando, de imediato, as costas.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Aos 32
Aos 32 voltei à (minha) casa dos meus pais. Voltei à cozinha
onde fiz um bolo pela primeira vez para fazer o que agora receberia as 3
andorinhas* que simbolizam a minha/nossa vida. Voltei às horas tardias de
conversa, enquanto eu fazia doces, o meu pai tratava dos salgados e a minha mãe
do mimo (a toda a hora). Lá em cima o Miguel e o Pedro deixavam-se adormecer.
Quando subi já nenhum dos meus amores me sentiu, mas de manhã, quando o dia
acordou de Inverno como eu gosto, frio e solarengo, não deixei de lhes dizer
que adormeceram comigo também: afinal aquela é a minha casa, sou eu também.
Aos 32 dormi pela primeira vez com o Miguel e o Pedro na (minha)
casa dos meus pais. As nossas casas estão a 1 minuto de distância a pé. A nossa
casa não estava em obras, não tinha sofrido uma inundação. Aos 32 voltei à (minha)
casa dos meus pais porque o meu pai me pediu. E os dias que me fizeram chegar aos
32 ensinaram-me que não recusamos pedidos simples de quem nos ama. Aos 32 saí de manhã para comprar uma prenda para o meu filho. Porque a sua pouca idade não lhe permite, ainda, perceber que o nosso maior presente não vem envolto em papel de embrulho.
Aos 32 não pedi um desejo. Não me lembrei no momento. Depois
percebi.
Tenho tudo.
*São 3 as andorinhas. Eu/o Miguel/o Pedro. Eu/a minha mãe/o
meu pai. Eu/a minha família/os meus amigos.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
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