Antes de sair para o jantar, numa terça-feira como outra qualquer, sem que alguém fizesse anos ou sem que houvesse motivos para festejos especiais, alguém me disse "devem ser mesmo felizes".
Devemos. Somos.
Somos, porque só assim nos dispomos a reunir 15 adultos e 9 (sim 9!) crianças, entre os 6 anos e um mês de idade, numa mesa longa, num dia de semana, com trabalho e escolinha no dia seguinte.
Somos, porque é destas coisas que a nossa amizade/felicidade se faz.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Ser irmão
Ver o meu filho no colo do meu afilhado, 7 anos mais velho, ou sentado entre as suas pernas, vê-lo puxar-lhe a mão, para que o siga, vê-lo repetir o seu nome para que preste atenção ao que faz, e sempre feliz, uma felicidade diferente da que se sente quando são os adultos a dar-lhe colo ou atenção, ver tudo isto faz-me perceber como é bom ser o irmão mais novo. Como é bom ser irmão. E faz-me ter mais certezas de que quero, um dia, ter dessa felicidade em nossa casa, todos os dias.
Admito que pela excepcional doçura e cuidado do meu afilhado tudo me pareça muito cor-de-rosa...
Admito que pela excepcional doçura e cuidado do meu afilhado tudo me pareça muito cor-de-rosa...
terça-feira, 28 de maio de 2013
Meu amor Miguel - II
Perguntei-te várias vezes porque é que me amavas.
Perguntei-te várias vezes porque é que era eu a tua mulher e não outra. Fugias
às respostas. Não és bom a escolher as palavras para dares um nome ao que
sentes.
Mas isso era dantes, quando pensava que tudo tinha que ter uma razão, um nome, uma fórmula. Aprendi contigo, nestes tantos anos que fazemos nossos, que o amor é mesmo assim, indescritível, indecifrável, acientífico.
Nem eu sei dar nome ao que nós somos juntos. Mas sei bem como se sente. E isso basta-me.
Parabéns!
[És (o) melhor. A cada ano tenho-o mais certo.]
Mas isso era dantes, quando pensava que tudo tinha que ter uma razão, um nome, uma fórmula. Aprendi contigo, nestes tantos anos que fazemos nossos, que o amor é mesmo assim, indescritível, indecifrável, acientífico.
Nem eu sei dar nome ao que nós somos juntos. Mas sei bem como se sente. E isso basta-me.
Parabéns!
[És (o) melhor. A cada ano tenho-o mais certo.]
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Não dá para esconder que temos um filho pequeno...#26
Quando somos "obrigados" a sair de casa com a máscara do Gaspar na cara!
Aspectos positivos:
-não me cruzei com nenhum vizinho, só com automobilistas desconhecidos.
-enquanto eu cantarolava no carro a música do Avô Cantigas, o Pedro acompanhava-me com a expressão "fantasminha Ramalhão"!
Aspectos positivos:
-não me cruzei com nenhum vizinho, só com automobilistas desconhecidos.
-enquanto eu cantarolava no carro a música do Avô Cantigas, o Pedro acompanhava-me com a expressão "fantasminha Ramalhão"!
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Swallow & Urinha
Sou amadora. Amadora, nesses dois sentidos.
O meu novo blog dedicado exclusivamente à fotografia.
http://swallowandurinha.blogspot.pt/
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Miguel
Escrevi-o há uma semana e um dia, 7 de Maio de 2013
Miguel,
Gosto de imaginar que poderias ter chegado aos nossos braços num cestinho carregado por um cavalo, esse animal que o teu irmão venera. Gosto de imaginar que poderias ter chegado no bico de uma andorinha, essa ave que me diz tanto, a mim e à tua mãe. Gosto de imaginar que poderias ter chegado num salto, no prolongamento dos braços do teu pai ou do teu tio Miguel. Gosto de imaginar que poderias ter chegado num carro, de rodas fortes e de cores vibrantes, como o teu primo Pedro desejaria.
Gosto de imaginar. É assim esta tua tia, de ideias no ar, vindas do coração.
Mas sei bem como chegaste:chegaste pela tua mãe, que é minha irmã, e, por isso, mal ouvi a tua descrição, reconheci-te como meu. O meu corpo, através dos meus olhos, mais brilhantes hoje, da minha pele, mais arrepiada hoje, do meu sorriso, mais aberto hoje, do meu coração, mais intenso hoje, não me deixou enganar: 7 de Maio de 2013, o dia em que tu, também meu, me chegaste.
E não sei se os nomes fazem as pessoas, mas sei que há nomes que se escrevem de uma forma e se sentem de outra. Como o teu, Miguel, especialmente como o teu, que pronuncio e escrevo tantas vezes e que me sabe sempre a Amor.
Que me saibas sempre a Amor.
Que faças esse o teu primeiro nome.
Miguel,
Gosto de imaginar que poderias ter chegado aos nossos braços num cestinho carregado por um cavalo, esse animal que o teu irmão venera. Gosto de imaginar que poderias ter chegado no bico de uma andorinha, essa ave que me diz tanto, a mim e à tua mãe. Gosto de imaginar que poderias ter chegado num salto, no prolongamento dos braços do teu pai ou do teu tio Miguel. Gosto de imaginar que poderias ter chegado num carro, de rodas fortes e de cores vibrantes, como o teu primo Pedro desejaria.
Gosto de imaginar. É assim esta tua tia, de ideias no ar, vindas do coração.
Mas sei bem como chegaste:chegaste pela tua mãe, que é minha irmã, e, por isso, mal ouvi a tua descrição, reconheci-te como meu. O meu corpo, através dos meus olhos, mais brilhantes hoje, da minha pele, mais arrepiada hoje, do meu sorriso, mais aberto hoje, do meu coração, mais intenso hoje, não me deixou enganar: 7 de Maio de 2013, o dia em que tu, também meu, me chegaste.
E não sei se os nomes fazem as pessoas, mas sei que há nomes que se escrevem de uma forma e se sentem de outra. Como o teu, Miguel, especialmente como o teu, que pronuncio e escrevo tantas vezes e que me sabe sempre a Amor.
Que me saibas sempre a Amor.
Que faças esse o teu primeiro nome.
Ilustração The art studio
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Aquela que farei amanhã, é também a minha resposta
"Qual das minhas fotografias é a minha favorita?
Aquela que farei amanhã."
Imogen Cunningham
Precisava de trazer arte às minhas mãos. Precisava de aprender, de ouvir algo novo com atenção, deixar-me ser absorvida. Precisava de ter uma desculpa para procurar lugares novos, expressões únicas, pormenores, significados. Precisava de um motivo para me levantar mais cedo ou para sair mais cedo do trabalho e não regressar de imediato a casa. Precisava de começar do zero e sentir-me crescer.
Um curso de 3 meses de fotografia dá-me, para já, tudo isso. E gosto tanto.
Acho que se nota nesta fotografia, tirada em modo manual, em que a escolha da lente, da abertura do diafragma e do tempo de exposição não foi arbitrária, não foi um acaso nem uma feliz coincidência do modo automático.
Aquela que farei amanhã."
Imogen Cunningham
Precisava de trazer arte às minhas mãos. Precisava de aprender, de ouvir algo novo com atenção, deixar-me ser absorvida. Precisava de ter uma desculpa para procurar lugares novos, expressões únicas, pormenores, significados. Precisava de um motivo para me levantar mais cedo ou para sair mais cedo do trabalho e não regressar de imediato a casa. Precisava de começar do zero e sentir-me crescer.
Um curso de 3 meses de fotografia dá-me, para já, tudo isso. E gosto tanto.
Acho que se nota nesta fotografia, tirada em modo manual, em que a escolha da lente, da abertura do diafragma e do tempo de exposição não foi arbitrária, não foi um acaso nem uma feliz coincidência do modo automático.
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