A minha primeira marca de guerra nas andanças da fotografia foi uma queimadura na mama.
E estava a fotografar vestida.
(A parte da loucura foi fotografar água perto de uma lâmpada!)
sexta-feira, 21 de junho de 2013
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Picnic
O dia estava nublado, de um cinzento instalado. O sol
insistiu em não nos aquecer os corpos. O vento, mais frio do que seria
expectável em Junho, não nos deixou tirar os casacos. Faltaram os rissóis e os
panados, sobraram as quiches. Faltou chocolate. O Pedro caiu e magoou-se no
nariz logo que chegámos ao Parque da Cidade. A bola gigante rebentou. Os
cataventos dos meninos não resistiram à fúria de um e de outro índio. Terminámos
o picnic, não sentados numa toalha no chão, mas à volta de uma mesa.
Nem todos os nossos planos correm na perfeição.
Mas nós, juntos, bastamo-nos. E juntos somos, sempre,
perfeitos.terça-feira, 18 de junho de 2013
Das minhas coisas (ou já estive mais longe do Magalhães de Lemos) #2
Tenho a firme convicção de que ordeno a informação no meu cérebro por ordem alfabética.
Muitas vezes não me lembro de um determinado nome mas sei por que letra começa. Outras vezes sei a letra inicial e uma ou outra das restantes...
Muitas vezes não me lembro de um determinado nome mas sei por que letra começa. Outras vezes sei a letra inicial e uma ou outra das restantes...
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Das minhas coisas (ou já estive mais longe do Magalhães de Lemos) #1
Gosto de correr com os olhos fechados.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Dos sonhos
Esta noite sonhei com a minha família.
No meu sonho estávamos felizes.
E não hesitámos em abraçarmo-nos. Falta-nos tantas vezes um abraço a quem temos como certo.
Era um dia de fim-de-semana, o sol queimava-me as costas
enquanto brincava com o meu filho à entrada da casa dos meus pais. O Miguel a
meu lado. Os meus pais, a minha avó, o meu padrinho e um tio lá dentro, todos
fora do meu ângulo de visão, mas presentes. De um momento para o outro vejo 3
primos meus, irmãos entre si, as suas mulheres e marido e o meu afilhado e o
irmão. Uma surpresa. Chegaram sem avisar, de uma viagem longa, para realizarem
uma prova de comida (o que é que nos passa pela cabeça enquanto dormimos?).
Entrámos. Mais risos. Mais conversa sobre a comida, sobre os doces. O meu
primo/irmão afinal também lá estava. E abraçamo-nos. Todos. Todos mesmo. Como é
raro as famílias se abraçarem assim. Enquanto os sentia a todos, tão juntos, ao
som do riso compulsivo do meu filho, pensava que alguém deveria estar a
registar fotograficamente aquele abraço. Afasto-me para pegar na câmara
fotográfica. E reparo que o meu tio, com 70 anos acabados de fazer, chorava de
felicidade. Comovo-me sempre que vejo alguém chorar. A coisa piora quando é um
homem e quando tem rugas na cara. E, quando percebo o choro do meu tio, choro
de felicidade, é certo, começo eu a chorar compulsivamente.
Acordo.No meu sonho estávamos felizes.
E não hesitámos em abraçarmo-nos. Falta-nos tantas vezes um abraço a quem temos como certo.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Devem ser mesmo felizes
Antes de sair para o jantar, numa terça-feira como outra qualquer, sem que alguém fizesse anos ou sem que houvesse motivos para festejos especiais, alguém me disse "devem ser mesmo felizes".
Devemos. Somos.
Somos, porque só assim nos dispomos a reunir 15 adultos e 9 (sim 9!) crianças, entre os 6 anos e um mês de idade, numa mesa longa, num dia de semana, com trabalho e escolinha no dia seguinte.
Somos, porque é destas coisas que a nossa amizade/felicidade se faz.
Devemos. Somos.
Somos, porque só assim nos dispomos a reunir 15 adultos e 9 (sim 9!) crianças, entre os 6 anos e um mês de idade, numa mesa longa, num dia de semana, com trabalho e escolinha no dia seguinte.
Somos, porque é destas coisas que a nossa amizade/felicidade se faz.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Ser irmão
Ver o meu filho no colo do meu afilhado, 7 anos mais velho, ou sentado entre as suas pernas, vê-lo puxar-lhe a mão, para que o siga, vê-lo repetir o seu nome para que preste atenção ao que faz, e sempre feliz, uma felicidade diferente da que se sente quando são os adultos a dar-lhe colo ou atenção, ver tudo isto faz-me perceber como é bom ser o irmão mais novo. Como é bom ser irmão. E faz-me ter mais certezas de que quero, um dia, ter dessa felicidade em nossa casa, todos os dias.
Admito que pela excepcional doçura e cuidado do meu afilhado tudo me pareça muito cor-de-rosa...
Admito que pela excepcional doçura e cuidado do meu afilhado tudo me pareça muito cor-de-rosa...
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