23 de Julho será sempre um dia feliz.
Há 3 anos estava verdadeiramente feliz. Dos dias mais felizes de sempre.
E 3 anos depois sei que tenho (mais) motivos para ser ainda mais feliz.
Mas a felicidade da expectativa, do segredo, do querer contar, a felicidade da primeira vez, como essa não conheço.
A felicidade é mais serena hoje.
E estou mais velha. Sinto-me cansada. Custa-me subir escadas e até me sinto com falta de ar.
Quando me olho ao espelho do elevador acho-me mesmo mais velha.
Comentei isso com o meu pequeno e ele disse que sim, que a mamã estava velhinha.
Ainda assim, 23 de Julho será sempre um dia feliz.
terça-feira, 23 de julho de 2013
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Imaginem...
Imaginem um filho eléctrico. Daqueles filhos sem qualquer distúrbio comportamental mas cheio de genica. Que nunca parou. Até porque quando começou a andar, começou logo a correr! E um filho que agora está na fase da escalada. Que chega aos sítios mais inesperados.
Agora imaginem esse filho doente por uns dias.
Não, não ficou calminho, ficou igual. Continuou a correr, a saltar, a fazer asneiras.
Agora imaginem esse filho a tomar ventilan.
Não, não ficou calminho, ficou pior. Não dormiu uma noite inteira. Não dormiu mesmo. Usou a noite para brincar, para trepar ao que ainda não tinha trepado, para tirar todas as almofadas do lugar e para espalhar as centenas de carros que tem. Usou a noite para beber "kekinho" (leite), sumo, água, mais "kekinho", para ir ao pote e para ver as estrelas.
Imaginem um efeito secundário do ventilan, raro, no vosso filho.
Sim, imaginem.
Sorte a vossa. Também eu gostava só de imaginar.
Agora imaginem esse filho doente por uns dias.
Não, não ficou calminho, ficou igual. Continuou a correr, a saltar, a fazer asneiras.
Agora imaginem esse filho a tomar ventilan.
Não, não ficou calminho, ficou pior. Não dormiu uma noite inteira. Não dormiu mesmo. Usou a noite para brincar, para trepar ao que ainda não tinha trepado, para tirar todas as almofadas do lugar e para espalhar as centenas de carros que tem. Usou a noite para beber "kekinho" (leite), sumo, água, mais "kekinho", para ir ao pote e para ver as estrelas.
Imaginem um efeito secundário do ventilan, raro, no vosso filho.
Sim, imaginem.
Sorte a vossa. Também eu gostava só de imaginar.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Não dá para esconder que temos um filho pequeno...#27
...mas com gostos musicais de um adulto, quando o pequeno passa a vida a cantarolar:
"I wonder, na na na na, I wonder"
"Tocam os sinos na torre da igueja, há arroz menino e..."
"Que seja agora, que seja agora"
"I wonder, na na na na, I wonder"
"Tocam os sinos na torre da igueja, há arroz menino e..."
"Que seja agora, que seja agora"
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Das minhas coisas (ou já estive mais longe do Magalhães de Lemos) #4
Sei que seria capaz de comer, de uma vez só, 5 kilos de chocolate de boa qualidade.
Já apostei com as minhas amigas: oferecem-me os 5 kilos e eu provo!
Não sei se por não confiarem em mim ou se por serem verdadeiramente minhas amigas e temerem pelo meu fígado, não me deixam avançar com a aposta.
Já apostei com as minhas amigas: oferecem-me os 5 kilos e eu provo!
Não sei se por não confiarem em mim ou se por serem verdadeiramente minhas amigas e temerem pelo meu fígado, não me deixam avançar com a aposta.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
S. João
O sítio que reservei para as minhas fotografias não é este.
Mas esta fotografia diz (-me) tanto.
O S. João é a minha festa. É a festa da minha cidade do coração. Lembro-me desde sempre do cheiro das sardinhas, do sabor dos pimentos assados, da musicalidade dos martelos na cabeça, da dança das pessoas, num movimento de umas contra as outras. Lembro-me de tudo isto e era ainda pequena. Num tempo em que o meu pai me levava às cavalitas e eu via o Porto, assim, em festa, lá de cima, como quem vai ao miradouro da Vitória e o recebe no peito.
No Domingo de manhã, caminhei durante 4 horas e meia por esta cidade que se preparava, mais uma vez, para tudo isto e lembrei-me dessa minha infância. Lembrei-me de como se é feliz na infância com tão pouco.
À noite, às 00h00, o meu filho, enquanto lançávamos os balões, disse-me mais uma vez como se é feliz na infância.
E em cada balão um desejo. Uma infância.
terça-feira, 25 de junho de 2013
Os carros
A paixão começou pela forma circular das rodas. Antes de gostar de carros, o Pedro venerava as rodas. Depois do pormenor foi para o todo. A paixão expandiu-se.
Com 2 anos e 3 meses sabe quase todas as marcas de carros, distingue um clássico de um carro normal e sabe, entre as centenas (sim são centenas, espalhadas por 3 casas) de carros que tem o que quer.
Mas ontem, quando o ouvia brincar sozinho, foi inevitável pensar em como está grande o meu Pedro e como já sabe mais do que eu nestas coisas do automobilismo...
"um acidente e o carro capotou"
"o carro fez um peão"
"o carro verde dos pneus slick"
Sim, o meu filho sabe o que são pneus slick. Eu só o aprendi com 32 anos...
Com 2 anos e 3 meses sabe quase todas as marcas de carros, distingue um clássico de um carro normal e sabe, entre as centenas (sim são centenas, espalhadas por 3 casas) de carros que tem o que quer.
Mas ontem, quando o ouvia brincar sozinho, foi inevitável pensar em como está grande o meu Pedro e como já sabe mais do que eu nestas coisas do automobilismo...
"um acidente e o carro capotou"
"o carro fez um peão"
"o carro verde dos pneus slick"
Sim, o meu filho sabe o que são pneus slick. Eu só o aprendi com 32 anos...
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Das minhas coisas (ou já estive mais longe do Magalhães de Lemos) #3
A minha primeira marca de guerra nas andanças da fotografia foi uma queimadura na mama.
E estava a fotografar vestida.
(A parte da loucura foi fotografar água perto de uma lâmpada!)
E estava a fotografar vestida.
(A parte da loucura foi fotografar água perto de uma lâmpada!)
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