Levantei-me porque ouvi o pequeno tossir.
Achei-o transpirado. Mudei-lhe o pijama. O pequeno continuou a dormir.
Voltei para a cama.
Levantei-me mais três vezes por causa da tosse.
O pequeno sempre a dormir. O maior também.
Tentei triturar sementes de linhaça com a varinha mágica. Não consegui.
Lavei a Bimby.
Triturei as sementes com a Bimby. Resultou.
Comi um iogurte com as sementes trituradas. Gostei.
Voltei para a cama.
Todos continuavam a dormir.
Fui buscar água. Bebi meio litro.
Tomei banho.
Arrumei a roupa passada a ferro.
Voltei para a cama. Todos continuavam a dormir.
Vi os 60 minutos e três séries na fox life.
Levantei-me. Tomei o pequeno almoço. Arranjei-me. Vesti-me.
Fui para Santo Tirso. São 8h30 e estou a chegar a Barcelos.
Dá para perceber que foi a maior insónia da minha vida?
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Das coisas improváveis desta gravidez
-às 18 semanas de gravidez, uma pessoa conhecida vê-me sentada e diz-me que estou mais magra (não estou!)
-tenho um dente do siso a nascer.
-às 21 semanas de gravidez continuo a dormir de barriga para baixo.
-tenho um dente do siso a nascer.
-às 21 semanas de gravidez continuo a dormir de barriga para baixo.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Este meu amor que é mais meu -II
Esta minha filha é mais minha do que de qualquer outra
pessoa.
Pouco tempo depois do nascimento do Pedro, a propósito da gravidez
de alguém que me é próximo, disse aos meus pais que não lhes perdoaria se, numa
segunda gravidez minha, não “vibrassem” como na gravidez do Pedro, que não lhes
perdoaria se sentisse que o meu segundo filho era menos do que o primeiro.
Mas os avisos de nada adiantaram. Contámos a notícia de uma
forma bonita, planeada, por ocasião de um outro festejo, mas não houve abraços
efusivos nem lágrimas nos olhos como da primeira vez.
Eu bem sei que também eu recebi a notícia de forma bem mais
tranquila, mas senti-me verdadeiramente feliz, com a mesma vontade de contar ao
mundo, com a mesma vontade de abraçar tudo e todos.
Confesso que fiquei desiludida com a reacção dos meus pais.
Disse-lhes isso dias mais tarde e apesar da recusa de qualquer tratamento
discriminatório, sinto esta gravidez de forma absolutamente diferente aos olhos
dos outros.
Esta minha filha não tinha com 10 semanas de vida caixas e
caixas de roupinha. Esta minha gravidez não teve uma peça importante oferecida
pelos meus pais para a simbolizar. As consultas desta gravidez já ficaram
marcadas por uma falta do pai (eu sei, Miguel, que ficaste triste) e por um
atraso a outra tão grande que eu tive que ir ao ecógrafo duas vezes na mesma
consulta. Esta minha filha não ouve o pai todas as noites, naquele sussurro que
era um hábito na gravidez do Pedro.
E custa-me ainda mais pensar que hoje as coisas são mais
equilibradas porque esta minha filha é uma menina. Porque só quando soubemos
que era menina é que os ânimos dos outros melhoraram. Se esta minha filha fosse
um menino, seria ainda mais meu filho do que de todos os outros.
Esta minha filha é mais minha. É assim que o sinto (pelo menos), agora.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Todo o dia
Dei por mim a pensar que as primeiras letras dos nomes próprios dos meus filhos identificam os dois períodos de 12 horas de cada dia. E que juntos, PM e AM, formam os nossos dias.
Das minhas coisas (ou já estive mais longe do Magalhães de Lemos) #5
Fui eu que inventei o shampoo 2 em 1.
Era criança e tive essa ideia.
Depois algum adulto se antecipou.
Ah, mas nunca me servi da (minha) criação porque nunca usei shampoo 2 em 1.
Era criança e tive essa ideia.
Depois algum adulto se antecipou.
Ah, mas nunca me servi da (minha) criação porque nunca usei shampoo 2 em 1.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Este meu amor que é mais meu - I
Esta minha filha é mais minha do que de qualquer outra
pessoa.
Chegou-me de surpresa, contra todas as certezas, contra todas as probabilidades. Chegou-me num palpite, uma dúvida, numa ânsia, num teste feito em laboratório sem que ninguém soubesse, num telefonema com o resultado, numa espera no Tribunal. E naquele momento, num banco em que me sentei tantas vezes à espera, esperei de outro modo. E sorri, numa emoção muito mais contida do que da primeira vez, numa felicidade tão mais serena. E numa confirmação que só era minha.
Era 27, esse número que nos diz tanto, depois de um pedido no ar quente de um balão de S. João.
E como nos chegou de forma tão improvável, nem o pai entendeu o que escrevi naquele postal: “hoje, amo-vos ainda mais porque tenho dois corações em mim”.
Esta minha filha é mais minha. E não o digo em jeito de reclamar a posse de um amor, em jeito de causar inveja. Sinto-o, sinto-o muito mais com a Ana Miguel, por tantas e pequenas coisas.
Chegou-me de surpresa, contra todas as certezas, contra todas as probabilidades. Chegou-me num palpite, uma dúvida, numa ânsia, num teste feito em laboratório sem que ninguém soubesse, num telefonema com o resultado, numa espera no Tribunal. E naquele momento, num banco em que me sentei tantas vezes à espera, esperei de outro modo. E sorri, numa emoção muito mais contida do que da primeira vez, numa felicidade tão mais serena. E numa confirmação que só era minha.
Era 27, esse número que nos diz tanto, depois de um pedido no ar quente de um balão de S. João.
E como nos chegou de forma tão improvável, nem o pai entendeu o que escrevi naquele postal: “hoje, amo-vos ainda mais porque tenho dois corações em mim”.
Esta minha filha é mais minha. E não o digo em jeito de reclamar a posse de um amor, em jeito de causar inveja. Sinto-o, sinto-o muito mais com a Ana Miguel, por tantas e pequenas coisas.
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
O meu mundo mais cor-de-rosa
Subscrever:
Mensagens (Atom)
