Falta-me tempo para ser mais feliz.
E é sempre nestas esperas, nestes átrios frios, hoje com a luz cinzenta que me entra pela janela e me gela os pés, que me dou conta como me faz falta o tempo. Este tempo, que se esquiva sem sentido, permitia-me tantos abraços, tantos planos, tantas palavras. Logo hoje, que o meu pequeno Pedro me pediu colo de manhã, ao ouvir a música que tantas vezes ouviu enquanto só a mim pertencia.
Não estou deprimida. Estou grávida, de 34 semanas, com tanto por organizar, com um filho doente, enquanto trabalho e espero...
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Este meu amor que é mais meu -III
Nunca equacionei que esta gravidez não corresse tão bem como a primeira. Tanto mais que tem corrido ainda melhor.
Nunca equacionei que não fosse Fevereiro o nosso mês, o mês das Anas lá de casa.
Nunca equacionei não estar a trabalhar até à véspera de trazer a Ana noutro colo, que não este tão exclusivo.
E eu sou pessoa de planos, de agenda anotada até à exaustão, para que nada me escape.
Com 30 semanas de gravidez chorei pela primeira vez. E não foi uma coisa hormonal. Foi medo. Foi medo de não controlar o meu corpo e a hora certa do nascimento da Ana.
Sei que este amor é mais meu pelo tamanho do meu medo.
Bastavam-me as outras certezas...
Nunca equacionei que não fosse Fevereiro o nosso mês, o mês das Anas lá de casa.
Nunca equacionei não estar a trabalhar até à véspera de trazer a Ana noutro colo, que não este tão exclusivo.
E eu sou pessoa de planos, de agenda anotada até à exaustão, para que nada me escape.
Com 30 semanas de gravidez chorei pela primeira vez. E não foi uma coisa hormonal. Foi medo. Foi medo de não controlar o meu corpo e a hora certa do nascimento da Ana.
Sei que este amor é mais meu pelo tamanho do meu medo.
Bastavam-me as outras certezas...
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Das coisas improváveis desta gravidez - II
-Com 25 semanas, um senhor pergunta-me como está o bebezinho, referindo-se claramente a um bebé que já teria nascido!
-Não tenho dores nas costas nem sangro das gengivas.
-Tenho um olfacto mais do que apurado e isto só é improvável porque é algo quase patológico, o que não ajuda quando tenho que lidar por vezes com pessoas com hábitos de higiene pouco recomendáveis.
-Com 27 semanas ainda não usei meias de descanso e a cinta está esquecida.
-Estou com um óptimo raciocínio matemático, há quem diga que é por ter dois cérebros.
-Não tenho dores nas costas nem sangro das gengivas.
-Tenho um olfacto mais do que apurado e isto só é improvável porque é algo quase patológico, o que não ajuda quando tenho que lidar por vezes com pessoas com hábitos de higiene pouco recomendáveis.
-Com 27 semanas ainda não usei meias de descanso e a cinta está esquecida.
-Estou com um óptimo raciocínio matemático, há quem diga que é por ter dois cérebros.
domingo, 24 de novembro de 2013
Outono
É tão fácil ser-se feliz no Outono.
É tão fácil ser-se feliz sendo criança.
É tão fácil ser-se feliz tendo por perto a liberdade.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Não dá para esconder que temos um filho pequeno...#29
Quando pensamos em estratégias para filmar o seu acordar, porque é a coisa mais fofa que existe!
E estou a ser completamente objectiva, há muito poucas coisas tão doces como a voz rouca do Pedro, ainda no quente da cama, misturada com mimo, quando diz "vamos tomar o pequeno almoço, vamos?" É que ele diz correctamente "pequeno almoço", mas numa entoação encantadora, só dele...
E estou a ser completamente objectiva, há muito poucas coisas tão doces como a voz rouca do Pedro, ainda no quente da cama, misturada com mimo, quando diz "vamos tomar o pequeno almoço, vamos?" É que ele diz correctamente "pequeno almoço", mas numa entoação encantadora, só dele...
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Das minhas coisas (ou já estive mais longe do Magalhães de Lemos) #6
Às vezes quando não encontro um par de meias, uso meias diferentes por baixo das botas.
Depois fico com medo de, por qualquer circunstância, ter que as descalçar.
(Tenho que me deixar disto mais perto da DPP.)
Depois fico com medo de, por qualquer circunstância, ter que as descalçar.
(Tenho que me deixar disto mais perto da DPP.)
terça-feira, 5 de novembro de 2013
O que está antes de nós - II
Antes de mim ou dos meus filhos, o amor...
O meu bisavô era ainda jovem, estudava no terceiro ano do curso de medicina, vivia com os seus pais em Portugal.
Prometeram-lhe uma noiva mas o meu bisavô preferiu acreditar no amor. No amor, na sua forma mais abstracta.
O meu bisavô não aceitou casar com a noiva escolhida. Rejeitou a imposição da família e fê-lo, não por amar outra pessoa, mas por acreditar no amor.
Num amor que viria a chegar num outro continente, para onde foi, deixando tudo, a família, os estudos, as certezas.
A nossa família só existe porque o meu bisavô acreditou no amor.
A história da nossa família é (também) uma história de amor.
O meu bisavô era ainda jovem, estudava no terceiro ano do curso de medicina, vivia com os seus pais em Portugal.
Prometeram-lhe uma noiva mas o meu bisavô preferiu acreditar no amor. No amor, na sua forma mais abstracta.
O meu bisavô não aceitou casar com a noiva escolhida. Rejeitou a imposição da família e fê-lo, não por amar outra pessoa, mas por acreditar no amor.
Num amor que viria a chegar num outro continente, para onde foi, deixando tudo, a família, os estudos, as certezas.
A nossa família só existe porque o meu bisavô acreditou no amor.
A história da nossa família é (também) uma história de amor.
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