quinta-feira, 12 de julho de 2012

Não é hoje a Primavera?

Já estamos no Verão (estamos?).
Ainda era Inverno quando te soubemos pela primeira vez, ao sabor de um bolo rei.
E hoje, para nós, é Primavera.
É Primavera porque nasceste, Margarida. Porque te temos no colo, porque repetimos a emoção de ter junto à pele alguém que esperavamos há muito, porque não há explosão maior do que concretizar o amor na forma do teu rosto, na perfeição das tuas mãos, nos teus olhos rasgados, no teu choro cheio de personalidade.
Hoje é Primavera porque estás connosco, Margarida. Especialmente com o Pedro, que te reconhece desde cedo como o bebé na barriga da tia e que ansiava pela prima verdadeira (prima vera, vês!) para brincar, para proteger, para amar.
Hoje é Primavera porque sentimos o cheiro de flores, talvez mais o teu, Margarida.
Hoje é Primavera porque nos chega um sol ameno e um vento brando. És tu, Margarida.

Para nós, o dia em que nasceste será sempre Primavera.


Só eu é que não vejo?

Quando a nossa mãe, o nosso marido e uma das nossas melhores amigas nos dizem, sem prévia combinação, que parecemos tristes, talvez haja um fundinho de razão para o comentário.

Não tenho razões para estar triste.
Tenho preocupações. Umas minhas e outras que não me pertencem.
Ver se hoje me centro no que realmente importa.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Entretanto

Gosto do optimismo que se encontra neste advérbio. Gosto TANTO.

Não dá para esconder que temos um filho pequeno...#13

Quando vamos jantar a uma feira de artesanato e não nos sentamos e percorremos o recinto todo sem ver nada de nada (valha-nos os músculos ainda não treinados para o peso do pequeno de amigos que dele se ocupam enquanto se come um jesuíta).

quarta-feira, 4 de julho de 2012

O dia de hoje (post alterado)

Hoje o dia não é memorável por qualquer independência de um país.

Hoje o meu avô materno faria 89 anos. São 16 aniversários que ficaram por festejar. Abraços por dar, prendas por abrir.
Lembrei-me de um pólo verde que escolhera juntamente com a minha mãe para lhe oferecer no último dia do pai que festejamos juntos, em 97. A Primavera desse ano deve ter sido fria, porque o meu avô não o conseguiu estrear até aquele dia 20 de Maio. E a 4 de Julho já cá não estava. E ninguém o quis vestir pela primeira vez.
Lembro-me tão bem desse 4 de Julho de 97, onde depois de tanto ter chorado em privado ou junto a quem mais amo, tive um ataque de choro em público, compulsivo, que me levou o ar e as palavras, que me pareceu ser eterno.

Hoje foi o dia que "escolhera" para conhecer a minha sobrinha. O meu palpite falhou (até agora mas nunca se sabe...). É o dia do meu avô Fernando, seria o dia da minha pequena Margarida, brindando os pais no seu aniversário de casamento. E é quarta-feira, o dia da semana em que o Pedro nasceu.

Hoje será dado, com muita probabilidade, um ultimato à minha mãe para deixar de fumar. Tal como sucedeu com o meu avô, que o cumpriu escrupulosamente. Que neste dia a minha mãe se lembre do pai, pela falta que lhe faz, mas também pela sua determinação.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

O sétimo sentido

O meu sexto sentido sempre se mostrou apurado.

Depois de ter sido mãe, ganhei um sétimo sentido. É parecido com o sexto, mas dirige-se apenas ao Pedro. Faz com que esteja em alerta constante, apesar da minha aparente e, ao mesmo tempo, real tranquilidade. Faz-me questionar tudo sem que a dúvida me deixe indecisa ou preocupada. Faz-me equacionar todos os cenários sem que pareça um tolo em cima da ponte. Faz-me antecipar respostas sem que a pressa atrapalhe diagnósticos.
Sempre foi assim, desde os primeiros dias do Pedro. Hoje, mais uma vez, o meu sétimo sentido funcionou. No regresso de uma consulta do pediatra ficou uma dúvida, porque preferi questionar o que, provavelmente, poucos questionariam. E se isso me trouxe angústia? Não, fez-me reagir. Mais uma vez.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Um dia melhor do que o outro

Tenho tido dias infernais.
Ontem o dia começou mal e acabou pior (para todos nós penso eu...)
Hoje a vida compensou-me.
Ganhei uma causa. Mais do que isso, um pai "ganhou" uma filha. Como sempre deveria ter sido...